O corredor parecia longo demais quando Samanta foi deixada sozinha. O som distante dos monitores cardíacos ecoava como um lembrete cruel de que, naquele exato momento, a vida de Anderson ainda estava por um fio, e ela não podia fazer absolutamente nada.
Encostou a testa na parede fria, fechando os olhos com força.
Respirou.
Uma, duas, três vezes.
O silêncio quase insuportável era algo que a residente reconhecia, como se a situação seguisse um roteiro impecável escrito pelo roteirista mais qualificado dos estúdios de Hollywood.
Minutos se arrastaram como horas, até que passos apressados quebraram a imobilidade. Ao se deparar com o indivíduo que havia rompido o silêncio do ambiente, a doutora Palmer pousou os olhos azuis sobre a jovem que trajava um vestido de noiva. Ela estava visivelmente atordoada, como se tivesse despertado em um lugar totalmente desconhecido. Duas enfermeiras a seguiam de perto, ambas tentando, de forma inútil, conter o avanço repentino. A fisionomia da noiva