Capítulo 73 — Respirar
Narrador:
As horas se prolongavam como facadas. Renzo verificou seu telefone novamente e franziu a testa: ela não aparecia, não respondia às suas ligações, não enviava mensagens, nada. No início, ele tentou se convencer de que ela estava na ala leste da mansão, distraída com alguma coisa, ou talvez caminhando pelos jardins. Mas quando ele desceu para a cozinha e ninguém a tinha visto, a inquietação começou a se transformar em uma fúria contida.
— Onde diabos ela está? — murmurou, atravessando os corredores com passos largos.
Ele perguntou aos guardas, aos funcionários, até mesmo à empregada que servira o café da manhã: todos negaram com a cabeça. Ninguém a via há horas. O nó em seu estômago apertou ainda mais quando ele saiu para a garagem e percebeu o vazio em uma das vagas: o carro vermelho não estava lá. Renzo cerrou os punhos, o pulso batendo em suas têmporas. Subiu as escadas, desceu novamente, abriu portas, percorreu salões como um animal enjaulado. Cada mi