Capítulo 146 — Caixa postal
Narrador:
Sofia segurou seu rosto, obrigando-o a acalmar a respiração.
— Temos que nos acalmar, Renzo. Primeiro, precisamos verificar se Vittorio é o alfaiate que procuramos, e não um simples alfaiate.
Ele arqueou uma sobrancelha, incrédulo.
— E você ainda tem dúvidas?
—Sim —respondeu ela com firmeza—, porque meu pai está convencido de que ele morreu em uma explosão em um de seus laboratórios.
Renzo soltou uma risada seca e amarga.
—Sim, ele também me disse isso quando falei com ele. Exatamente isso. Mas ele também me disse que nunca reconheceram um corpo, Sofia. A única coisa que fizeram foi contar cadáveres. E isso não garante nada.
Ele poderia muito bem ter simulado sua morte, colocado outro corpo em seu lugar e desaparecido.
Sofia apertou os lábios, engolindo saliva, desconfortável com a lógica brutal que acabara de ouvir.
Renzo baixou o olhar por um segundo, como se estivesse vasculhando sua memória, e voltou a erguer os olhos, mais sombrio do que antes