Camille
A luz fluorescente no teto zumbia suavemente, mas em minha mente, o som era abafado pelo turbilhão de pensamentos que não me deixavam descansar.
Meu corpo ainda doía, cada músculo, cada osso, como se um peso invisível tivesse se instalado sobre mim. O cheiro do hospital, misturado com o odor pungente do álcool e dos desinfetantes, me fazia sentir uma ansiedade que não conseguia controlar.
A enfermeira tinha vindo várias vezes, mas suas palavras não passavam de uma bruma distante, algo q