O dormitório estava barulhento demais para o que Estela sentia.
Júlia falava alto demais. Clara ria de alguma coisa no celular. Alguém tinha ligado música sem pedir. O mundo parecia excessivo — como se estivesse tentando ocupar um espaço que ninguém ali sabia nomear.
Estela estava sentada na cama, ainda de jaleco, olhando para o chão.
— Você não vai ficar aí — Júlia decretou, atravessando o quarto com decisão. — Nem pensar.
— Júlia… — Estela começou, sem força.
— Não — ela cortou. — Hoje não. V