A boate funcionava como um organismo vivo.
Pedro Felipe caminhava pelo salão antes da abertura oficial, observando cada detalhe com olhos treinados. As luzes ainda estavam em teste, piscando em tons calculados. O bar cheirava a cítrico e álcool novo. Os garçons alinhavam copos com precisão quase militar.
Ali, tudo tinha regra. Tudo tinha função. Tudo respondia a ele.
— O DJ chega em quanto tempo? — perguntou, sem olhar.
— Quinze minutos — respondeu um funcionário, rápido demais pra errar.
Pedro