O dia do casamento começou antes do sol.
A casa já estava acordada quando Estela desceu. Não era barulho — era energia. Gente andando leve demais, portas fechando com cuidado excessivo, o cheiro de café espalhado como um ritual de começo.
Laura estava na cozinha, de pé, olhando pela janela como se estivesse medindo o horizonte.
— Dormiu? — perguntou, sem virar o rosto.
— Um pouco.
Laura assentiu, servindo café para as duas.
— Eu também. Mas não é insônia. É consciência de escolha.
Estela apoiou