O dormitório estava silencioso quando Estela entrou.
Silencioso de um jeito diferente das outras noites. Não havia risadas atravessando o corredor, nem o som distante de secador de cabelo, nem música baixa vindo de algum quarto vizinho.
Era um silêncio que confirmava escolha.
Ela fechou a porta com cuidado, girando a chave uma vez. Deixou a bolsa sobre a cadeira. Tirou os sapatos alinhando-os paralelos à parede.
Arrumou a cama.
Esticou o lençol até que não houvesse nenhuma dobra visível. Ajusto