Olho para o meu pai sem saber o que fazer, só sinto uma enorme vontade de procurar um buraco e me jogar ali, por tamanha vergonha que sinto. Para mim, isso é o mesmo que eu ter cometido um crime, ele descobrir e vir me confrontar. Ele caminha devagar até mim e senta ao meu lado, me observando.
- Quer me dizer alguma coisa? - me pergunta, sério, mas sem julgamento.
Nego com a cabeça, desviando o olhar imediatamente. Me sinto ridícula, como uma criança travessa pega no flagra.
- Ai, pai, não! - d