O quarto está escuro, com as cortinas ainda fechadas, mas a luz fraca que entra já me incomoda. Minha cabeça lateja como se alguém estivesse tocando tambor dentro de mim, e o gosto de vodka misturada com suco ainda amarga minha boca.
Tiro o braço de cima do rosto e encaro o teto por alguns segundos, tentando lembrar até onde fui na noite anterior. A galera tava toda lá, rindo alto, bebendo como se não houvesse amanhã. Eu também ria, claro, faço isso bem, é fácil fingir que está tudo bem quando