Cap. 58
Cap. 58
Ponto de vista Angela
Faz dias que eu não sei exatamente quando o sol nasce ou se põe.
Acordo e adormeço nesse quarto onde tudo parece pulsar no ritmo de uma respiração que não é minha — é a dele, para meu alívio.
Lúcios respira, ainda que com dificuldade. Às vezes, acho que sou eu quem empresta o ar, a força, o calor. É ridículo, mas preciso acreditar nisso.
Eu cuido dele. Ponto por ponto de acupuntura, cada agulha como um fio de esperança de conseguir reverter o que já vem sendo feito