44. UM TELEFONEMA
Seguiu para outros lugares: uma farmácia, uma loja de roupas, até uma pequena papelaria. Em todas, a resposta foi a mesma: “não estamos contratando”. Algumas pessoas sequer a ouviram com atenção, como se sua presença fosse apenas um incômodo.
Ao meio-dia, exausta, Isabela se sentou em um banco de praça. O estômago roncava, mas ela ignorava a fome. A mão, instintivamente, repousou sobre o ventre ainda discreto.
— Será que vou conseguir? — murmurou, com os olhos marejados.
Foi então que percebeu u