Narrado por Clara – O cheiro de café fresco me puxou para fora da cama antes mesmo do despertador tocar. Não que eu precisasse de um. Eu não dormir direito, de novo.
Vesti um moletom qualquer, calcei as sandálias e segui pela rua de paralelepípedos, tentando ignorar a vontade de olhar o celular que, desde ontem, continuava enterrado sob a areia do meu esconderijo improvisado.
O sino na porta do café da Marina tilintou assim que entrei. O lugar era pequeno, com mesas de madeira antiga e toalhas