Quando Ingrid saiu do escritório, levando o envelope contra o peito como se protegesse um pedaço de vida, a porta se fechou devagar atrás dela e deixou no ar uma espécie de peso estranho, que não vinha de culpa nem de raiva apenas, e sim daquela sensação de que, enfim, não existia mais volta possível. Camila continuava sentada, com a mão no ventre, a outra ainda aquecida pelo toque da mãe; Rafael, atrás da mesa, não se moveu por alguns segundos, como se precisasse que o corpo entendesse o taman