O nome ficou pendurado no ar como se fosse poeira de explosão: Rosa Jiménez. Camila levou alguns segundos para conseguir respirar de novo depois que Rafael o pronunciou em voz alta. Não era só uma mulher qualquer se aproximando da mãe com um envelope de dinheiro; era a mesma que tinha desaparecido depois da explosão, deixando rastros de sabotagem, morte e dívida.
— Ele tem a gravação? — Camila perguntou, a voz baixa, mas firme.
— Tem — Rafael respondeu. — O Salazar gravou tudo, como combinamos. Ele está descendo da caminhonete agora. Vamos ouvi-la no escritório.
Ela assentiu, sentindo as pernas um pouco bambas, mas não se permitiu ficar na cama. Levantou-se, ajeitou o vestido, respirou fundo e deixou que Rafael a conduzisse até a porta. A mão dele na lombar era apoio e comando ao mesmo tempo, um gesto que dizia que ela não estava sozinha, mas também que ele não ia abrir mão de guiá-la naquela parte da guerra.
No corredor, encontraram Nicolás já a caminho, o tablet debaixo do braço, o