Camila tentou se manter firme, mas já não havia mais linha de defesa possível. O olhar de Rafael queimava sobre sua pele como se fosse uma sentença. Ele trancou a porta atrás de si com um estalo seco, depois caminhou até ela sem dizer uma palavra. Seus passos eram calmos. A tensão, não.
— Você pensa que me desafia sem consequência? — ele perguntou, e sua voz era baixa, rouca, perigosa.
Camila estava de pé, mas deu um passo para trás instintivamente até as costas tocarem na beirada da mesa. Aquela mesa enorme de madeira escura, onde ele assinava contratos, dava ordens, destruía impérios com uma caneta. Agora, seria o altar da rendição dela.
— Eu não tenho medo de você — ela rebateu, ainda que sua respiração já estivesse irregular.
Rafael parou diante dela, a mão segurando firme seu queixo, forçando-a a olhar para cima.
— Não, você tem tesão. E está implorando para que eu prove.
Sem aviso, ele a virou com brutalidade calculada e curvou seu corpo sobre a mesa. As mãos dela tentaram agarr