Eu não consegui fingir normal depois do bilhete. Andei pela fazenda com o papel rasgado no bolso como se carregasse um prego quente, e o pior não foi a frase em si, nem a audácia de alguém entrar ali e deixar recado, foi a sensação de que, se eu tentasse resolver aquilo do meu jeito, eu ia fazer exatamente o que esse desgraçado queria: virar um animal cego, bater primeiro, pensar depois, errar o alvo e dar a ele a vantagem de me transformar no vilão de uma história que ele já estava escrevendo.