Camila saiu do quarto no fim da manhã com a sensação de que o ar pesava mais do que no dia anterior. Desceu a rua só para não ficar trancada com os próprios pensamentos e entrou na mercearia da esquina para comprar água. O lugar era estreito, cheio de prateleiras antigas e caixas empilhadas. O dono, um homem falante demais para aquele horário, levantou os olhos assim que a viu.
Camila sentiu o olhar avaliando, não como curiosidade gentil, e sim como atenção carregada de opinião pronta. Pegou um