Camila escolheu a mala menor. Não foi um gesto prático. Foi simbólico. Cabia ali apenas o necessário para não desaparecer por completo, mas também não era grande o bastante para fingir que aquilo era definitivo. Algumas roupas, documentos, o celular, um casaco. Nada que exigisse despedidas longas. Nada que desse margem para arrependimentos imediatos.
Dobrou cada peça com cuidado excessivo, como se o controle dos movimentos fosse a única coisa que ainda conseguisse manter. A casa estava quieta