Camila acordou com o peso morno de um braço na cintura e o peito de Rafael colado às costas. Por alguns segundos, não lembrou de galpão, corrente nem mato encharcado de sangue; sentiu apenas o corpo dele encaixado no dela, a respiração quente batendo na nuca e o colchão afundado na medida exata que fazia aquele quarto parecer abrigo, não fronteira de guerra.
A luz que passava pelas frestas da cortina riscava o chão de madeira. Não havia passos apressados no corredor, nem rádio chiando ordem, ne