Camila ainda sentia no peito o peso de tudo o que Rafael contou. As culpas do pai, o acidente, o medo dele de amar não afastavam; aproximavam. Ele estava sentado na beira da cama, o ombro enfaixado, o curativo na testa, as mãos caídas entre os joelhos, esgotado.
Ela se aproximou devagar e parou diante dele.
— Olha para mim — pediu.
Rafael ergueu o rosto. Não havia o chefe da hacienda ali, nem o homem que comandava seguranças. Havia alguém ferido que quase morreu por ela e agora esperava o vered