O som dos carros rompeu a rotina ainda frágil da manhã. Camila estava na sala com o bebê no colo quando os pneus pararam diante da hacienda, levantando poeira demais para uma visita comum. Não era o horário das rondas. Não era entrega. Não era silêncio.
Rafael surgiu no corredor quase ao mesmo tempo em que ela percebeu a mudança no ar. Vestia camisa escura, o curativo ainda visível na testa, o corpo rígido de quem voltara a vestir a armadura.
— Quem é? — perguntou ela, baixo.
— Polícia — respon