A caminhonete entrou pelo portão num tranco, pneus cantando no cascalho, e a hacienda inteira prendeu a respiração. O rumor correu de boca em boca: Rafael tinha voltado vivo, mas ferido.
Herrera desceu primeiro, a camisa marcada de poeira e sangue alheio. Abriu a porta do passageiro e fez sinal para dois seguranças. Rafael estava meio sentado, meio desabado no banco, olhos semicerrados, pescoço envolto por um curativo improvisado já encharcado de vermelho. Quando tentaram erguê-lo, um gemido ro