O mapa estava aberto sobre a mesa, pesado demais para ser só papel. A hacienda desenhada, as cercas, as rotas, o círculo em volta do quarto de Camila, a anotação simples: “Ela sai às 14h na sombra da figueira”. Alguém tinha transformado a rotina dela em alvo.
Rafael apoiou as mãos nas bordas do papel. Os nós dos dedos ficaram brancos.
Herrera, perto da porta, observava em quietude tensa, o rádio preso ao ombro.
— Ele não vai parar — Rafael disse. — Enquanto achar que ainda tem dívida para cobra