CAPÍTULO 264

Camila tentou dormir. Virou para um lado, para o outro, ajeitou o travesseiro, puxou a manta, empurrou de volta. O quarto em meia penumbra, a luz fraca do abajur, o brilho sob a porta vindo do corredor onde dois homens faziam a vigília que Rafael tinha ordenado.

O barulho do respirador do bebê, som de ar entrando e saindo que costumava ser o lugar seguro da mente, naquela noite não bastava. Cada suspiro do filho lembrava que havia alguém lá fora estudando a rotina e testando cercas.

Quando virou mais uma vez, percebeu que Rafael continuava no mesmo lugar: sentado na ponta da cama, de costas para ela, sem camisa, os cotovelos apoiados nas coxas, a cabeça baixa.

— Você não vai deitar? — perguntou, a voz rouca de cansaço.

Ele demorou alguns segundos para responder, como se precisasse voltar do lugar onde a mente estava.

— Se eu deitar, eu durmo — respondeu, sem olhar para trás. — Se eu durmo, eu não protejo vocês.

A frase entrou nela como algo doce e cruel. Doce porque mostrava o quanto
Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App