O resto da tarde correu com uma tensão espessa no ar, como se cada pessoa da Hacienda sentisse a mudança desde que Rafael atravessara o laboratório e tomara Camila para si com aquela frase que ainda queimava no peito dela. A proximidade física dele reverberava pelo corpo dela como um pulso quente, e a possessividade explícita deixava tudo mais difícil de ignorar, porque os olhos dos empregados agora a seguiam com aquela mistura de respeito e receio — e também curiosidade.
Eles sabiam que algo havia acontecido.
E sabiam que tinha a ver com Rafael.
Quando Camila atravessou o pátio para revisar a matriz de controle, sentiu um arrepio percorrendo a coluna; não precisava olhar para saber que Rafael estava observando. A forma como o ar mudava dizia tudo. Ela virou a cabeça devagar e o encontrou parado na varanda principal, apoiado no corrimão, o olhar cravado nela como se estivesse medindo cada passo.
Ela tentou disfarçar a reação, mas não adiantou.
Rafael desceu os degraus sem tirar os olh