Camila sentiu a próxima contração vir como uma onda que não pedia licença. Agarrou a lateral da cama e prendeu o ar. Quando a dor começou a ceder, ouviu passos apressados e a porta se abriu.
Rafael entrou com a gravata frouxa, o paletó desabotoado e o olhar varrendo o quarto antes de parar nela.
— Cheguei.
— Percebi — a voz dela saiu rouca. — A casa inteira deve ter ouvido.
Ele se aproximou e se ajoelhou ao lado da cama.
— Como está?
— Com um ser humano gigante tentando sair de dentro de mim, como você acha?
Os olhos dele desceram para a barriga.
— Há quanto tempo?
— Ingrid começou a contar há umas duas horas. Agora vêm a cada oito minutos. Às vezes menos. Mas sempre fortes.
Rafael respirou fundo.
— E você não mandou me buscar antes?
— Você estava lutando pela presidência da empresa. Alguém tinha que segurar o nome Villalba lá embaixo enquanto eu seguro o nosso herdeiro aqui em cima.
A porta se abriu de novo. Ingrid entrou com expressão concentrada, prancheta em uma mão.
— Ótimo, o pr