CAPÍTULO 166

Ingrid voltou menos de dez minutos depois, com o jaleco aberto e a prancheta na mão.

— Já encurtou o intervalo? — perguntou, chegando ao lado da cama.

Camila respirou fundo, a testa suada.

— Uns seis minutos. Às vezes menos. Na última eu nem consegui contar.

Ingrid checou o relógio, o rosto sério.

— Então acabou o ensaio. Vamos descer para a ala clínica.

Rafael se levantou na hora.

— Eu levo.

— Você ajuda, não carrega — Ingrid respondeu, seca. — Camila, levanta devagar, apoia em mim e nele. Nada de provar força para ninguém.

Camila pôs os pés no chão, as pernas trêmulas. Rafael se posicionou ao lado, uma mão firme nas costas dela, outra segurando a mão dela.

— Se doer muito, você xinga — murmurou, encostando o rosto perto. — Eu aguento.

— Fica tranquilo, eu tenho vocabulário para isso — ela tentou brincar, respirando curto.

Saíram para o corredor. Na metade do caminho, uma contração mais forte veio como um soco. Camila se curvou, arfando, agarrada no braço de Rafael.

— Respira comigo
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