Rafael seguiu Esteban até a sala de segurança. Nas telas, a entrada da Hacienda estava tomada: caminhonetes, câmeras erguidas, flashes contínuos.
— Não são só jornalistas — disse Esteban. — Tem conselheiro, político e dois caras que eu já vi com o Arturo.
— Algum tentou passar do portão? — Rafael perguntou.
— Ainda não. Mas filmam tudo, apontando para sacadas e janelas. Estão esperando você aparecer.
Rafael respirou fundo.
— Vão querer um rosto para culpar. Se vacilar, esse rosto sou eu.
— Não desta vez sozinho — Esteban retrucou. — A casa está fechada. Portão reforçado, ronda dobrada, guarda na porta da Camila. Se alguém tentar forçar, vira caso de polícia na hora.
Rafael assentiu.
— Qualquer coisa fora do padrão, me chama. Vou voltar para ela antes que inventem notícia nova.
Quando entrou no quarto, encontrou Camila recostada na cama, controle remoto na mão. A TV ainda mostrava o letreiro “Terror em Jalisco”; ela desligou assim que o viu.
— Não precisa esconder — ele disse. — Eu tam