Ingrid bateu na porta duas vezes antes de entrar, com uma maleta pequena.
— Pronta? — perguntou, olhando de Camila para Rafael.
Camila estava na poltrona perto da janela, manta sobre as pernas, barriga marcada sob a camiseta larga.
— Pronta eu não estou — respondeu. — Mas vamos fazer antes que eu mude de ideia.
Rafael, encostado na parede, aproximou-se e pousou a mão no ombro dela.
— Qualquer coisa, a gente para. Isso é para te proteger, não para te massacrar.
— Se eu não aguentar falar do meu pai aqui, como vou aguentar quando o resto do mundo resolver cavar esse buraco? — ela rebateu.
Ingrid abriu a maleta, tirou um tablet em tripé.
— Vídeo único, sem corte, guardado em três cópias. Uma comigo, uma com o advogado, uma com você, Rafael. Senhas fortes nas três. Se tentarem distorcer o passado, isso aqui serve de linha base.
Ela ajustou a câmera.
— Vocês dois sentados lado a lado. Camila, de preferência com a barriga à mostra. É esse bebê no centro de tudo.
Camila revirou os olhos, mas