Camila fingia que lia, mas os olhos só corriam pelas linhas. A porta se abriu e Rafael entrou ainda de terno, a gravata afrouxada, o rosto marcado por cansaço e irritação.
— Finalmente — ela disse. — Achei que ia voltar só amanhã.
— Se ficasse mais um dia longe, enlouquecia. — Ele trancou a porta, largou o paletó na poltrona. — Como você está?
— Eu estou bem. O bebê também. — Camila pousou a mão na barriga. — Quem não está bem é o teu sobrenome na televisão.
Ele se aproximou e sentou na beira d