Rafael entrou na sala de reuniões sabendo que aquele chão já conhecia o peso dos passos dele. Não era dia de balanço, era de acerto de contas.
A mesa oval estava quase cheia. Esteban folheava uma pasta. Dois conselheiros cochichavam. Arturo ajeitava a gravata.
— Finalmente — Arturo comentou. — Achei que tivesse se escondido atrás dos seus advogados.
Rafael puxou a cadeira de sempre e sentou.
— Se eu me escondesse, você não teria com quem brincar. Vamos direto ao ponto.
Esteban colocou os papéis