Camila estava sentada na cama quando ouviu os passos de Rafael no corredor. O som era o de sempre, firme, mas naquela noite vinha mais pesado. Ele entrou sem paletó, a camisa escura aberta no colarinho, o rosto puxado pelo cansaço.
— Achei que ia dormir no conselho — ela comentou.
— Se eu ficasse mais um pouco, matava alguém — respondeu, fechando a porta. — Como vocês dois estão?
Ela levou a mão à barriga.
— Cansados do noticiário, mas vivos.
Ele checou o rosto dela, depois o monitor no canto d