O helicóptero sobrevoava a Hacienda, e o som das lâminas cortando o ar parecia uma ameaça que ficava mais forte a cada segundo. Rafael estava no corredor, já de paletó, falando com Nicolás ao telefone. Os passos de Camila vinham logo atrás, mas ele não a deixou se aproximar.
— Se eles acham que vou sentar e esperar, estão enganados — Rafael disse, em voz baixa, mas dura.
— O mandado está pronto. Vou reunir a equipe. — Nicolás estava calmo, mas Rafael podia ouvir o pressentimento na voz dele. Não era só uma questão de nome; era uma guerra declarada.
— Quero o nome de quem chamou a mídia, e já. — Rafael desligou o celular e virou-se para ela. — Agora é hora de reagir.
Camila avançou, segurando a mão dele com força. Ela sabia o que estava por vir, mas não podia deixar ele ir sem uma última tentativa.
— Não faça isso. Não agora. Eles querem ver você perder o controle.
Rafael a olhou, e por um instante, os dois se encararam, a tensão de meses se refletindo em cada olhar. A guerra tinha com