Camila apoiou a cabeça no encosto do sofá da sala de TV e esticou as pernas sobre a almofada que Rafael tinha colocado no chão, quase como se estivesse montando um altar improvisado para o inchaço dela. O fim de tarde deixava a luz mais dourada, entrando por entre as frestas da cortina e desenhando faixas quentes na parede. O ar cheirava a chá de camomila e a madeira encerada, e, pela primeira vez em muitos dias, a Hacienda parecia um lugar habitável, não apenas um cenário de guerra suspensa.
Rafael estava sentado no tapete, de frente para os pés dela, com as mangas da camisa dobradas até os antebraços e a atenção concentrada nas panturrilhas inchadas. As mãos grandes deslizavam devagar, fazendo pressão na medida certa, como se tivesse estudado aquilo a vida inteira. Ele apertava, soltava, subia um pouco mais, sempre atento às reações dela.
— Se continuar assim, vou te contratar oficialmente como massagista — murmurou Camila, com os olhos semicerrados. — Especializado em grávidas rabu