Camila apoiou a cabeça no encosto do sofá da sala de TV e esticou as pernas sobre a almofada que Rafael tinha colocado no chão, quase como se estivesse montando um altar improvisado para o inchaço dela. O fim de tarde deixava a luz mais dourada, entrando por entre as frestas da cortina e desenhando faixas quentes na parede. O ar cheirava a chá de camomila e a madeira encerada, e, pela primeira vez em muitos dias, a Hacienda parecia um lugar habitável, não apenas um cenário de guerra suspensa.
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