57. DESCONFORTO
O som do monitor cardíaco preenchia o quarto branco, ritmado, constante. A luz suave que entrava pelas frestas da persiana deixava o ambiente envolto numa calma forçada, quase artificial. Larissa abriu os olhos lentamente, sentindo-se flutuar entre o torpor e a realidade. Por um instante, não soube onde estava. Nem por quê.
Então, flashes curtos vieram — o vestido na passarela, os aplausos, o sorriso orgulhoso, o envelope...
Aquela maldita folha com dois nomes em negrito.
Seu corpo enrijeceu na