Bridget digitava com lentidão. As palavras surgiam, hesitantes, no velho notebook sobre a pequena escrivaninha do quartinho na livraria. Lá embaixo, o som do sino da porta misturava-se ao cheiro suave de café. Ela suspirava entre uma frase e outra, como se buscasse fôlego para continuar existindo.
O texto era íntimo. Uma carta que talvez nunca enviasse. Mas precisava escrever — por ela, por Andrew, por tudo que viveu e não disse.
Um leve bater à porta a despertou.
— Bridget? — a voz de Elizabet