Maya saiu da cozinha rápido demais. O som dos próprios passos ecoando pelo corredor do apartamento parecia distante comparado ao barulho que existia dentro da cabeça dela naquele momento. O peito apertado. A garganta seca. A palavra “de novo” martelando repetidamente em sua mente como uma música ruim impossível de desligar. De novo. Pedro tinha falado aquilo com naturalidade demais, como alguém cansado de assistir uma história se repetir.
Maya apertou os braços contra o corpo enquanto caminhava