Tento raciocinar. Não posso agir desesperada. Como não estar assim? O pai dos meus filhos está com uma bala cravada no ombro, com sangue que não para de escorrer. Sopro o ar algumas vezes. Balanço a cabeça, isso não está acontecendo.
— Quem atirou em você?
— Eu não sei. - é nítido o esforço que faz para simplesmente me responder. — Me pegou de surpresa. Não consegui olhar para sua face, nem daria. Estava usando uma máscara.
Estranhei quando ele apertou mais forte a minha mão.
— Por favor, Soraya