Era domingo, e o silêncio do meu apartamento era ensurdecedor. Eu me arrastava pela sala, o celular vibrando intermitentemente sobre a mesa de centro, cada notificação como uma facada no meu peito. Marcos tinha começado a mandar mensagens na sexta-feira, logo após a festa, cada uma mais insistente que a anterior: Letícia, a gente precisa conversar. Por favor, me responde. Eu sei que isso tudo é confuso, mas não me ignora. Eu não respondi nenhuma. Não podia. Cada palavra dele trazia de volta o e