Lia ficou em silêncio por alguns minutos, deitada de barriga para cima, sentindo o peso da presença dele e o vazio da própria vida. Logo falou, apreensiva.
— Está dormindo?
Ele disse que não. Ela continuou, com a voz baixa, expressando uma admiração sincera que vinha do fundo de sua vulnerabilidade e insegurança.
— Você é muito forte, eu te admiro demais. Já o admirava antes de conhecer.
Ele começou a rir, sem entender o motivo daquilo, achando que ela estava se referindo à força física.
— Ok,