Rose*
Eu estava nua e molhada na sala de banho da casa de luas.
Eliza e as outras meninas me cercavam, rindo, apontando, enquanto eu tentava me cobrir com minhas mãos franzinas.
— Olhem para ela. — Eliza riu alto.
— Todas nós já temos corpos formados, atrativos… e você continua magrela e pálida como um rato. Sua esquisita.
Abaixei a cabeça.
As lágrimas escorriam, misturadas com ódio e vergonha. Aquela lembrança sempre havia me atormentado intensamente.
— Você não é nada. — ela se aproximou mai