Sento-me diante do espelho e demoro-me a olhar para o meu reflexo.
Vejo o que resta de uma noite mal dormida. O rosto mais pálido, o olhar cansado, as pálpebras ligeiramente inchadas. Vejo ali a evidência de quem sofreu sem testemunhas.
Endireito-me na cadeira.
Sempre fui forte, sempre fui dona de mim. Nunca permiti que ninguém me diminuísse, muito menos que me colocasse abaixo de quem quer que fosse. E, ainda assim, ontem… ontem algo em mim cedeu.
Cerco esse pensamento antes que me domine.
Não