Léonor regressa lentamente do jardim quando a governanta surge apressada, quase a correr, o rosto iluminado por um entusiasmo impossível de conter.
— Minha senhora… minha senhora Léonor! — chama, ofegante, estendendo-me um envelope selado.
O meu coração acelera de imediato.
Reconheço o papel fino, a cera cuidadosamente marcada, a caligrafia firme. Antes mesmo de o abrir, um arrepio percorre-me a pele, como se o meu corpo soubesse, antes da razão, o que aquelas palavras carregam.
Retiro o selo c