Ele apoiou a mão na bancada, fechando minha rota de fuga.
Não me tocou.
Mas me cercou.
— Me conta. — A voz saiu baixa. — O que você sonhou?
Engoli em seco.
— Com… — respirei fundo. — Eu e você. Naquela cama.
O silêncio caiu entre nós, denso.
— Bell… — ele disse, sem desviar o olhar. — Quero isso também.
Meu peito apertou.
— Eu não posso. — Falei rápido demais. — Não antes…
— Antes do quê? — ele perguntou, sem dureza.
— Antes de saber se você quer de verdade. — A voz falhou. — Não vai ter volta,