O Primeiro Fim de Semana: Léo em Casa
O portão de ferro da mansão Moretti abriu-se com um som suave, mas para Léo, sentado no banco de trás entre Isabella e André, aquele clique parecia o som de uma nova vida a começar. O rapaz de oito anos segurava a sua mochila, onde o seu caderno de desenhos estava bem guardado, com as mãos ligeiramente tensas. Ele já tinha visto a casa de fora, mas entrar nela com a autorização do juiz para passar o fim de semana completo era algo que o seu coração ainda tentava processar.
André estacionou o carro e, antes de sair, virou-se para trás e colocou a mão sobre o joelho de Léo.
— Lembra do que combinámos no abrigo? — perguntou André com um olhar calmo. — Está casa tem muitos quartos, mas o lugar do seu quarto é o mais importante. Não precisa pedir permissão para andar pela casa, quero que se sinta em casa.
Isabella sorriu, saindo do carro e abrindo a porta para o menino. Ela não o apressou. Deixou que ele olhasse para a fachada imponente de mármore