Elena Fontes
O ar da noite paulistana nunca pareceu tão denso, tão impregnado pelo cheiro de chuva iminente e fumaça de escapamento. O aperto de Ricardo no meu braço não era mais o de um marido possessivo que desfila com o seu troféu; era o aperto desesperado de um animal ferido que usa a sua única presa como escudo humano. Ele não me guiava, ele me arrastava pelos corredores de serviço do Palácio dos Bandeirantes, longe dos flashes e do champanhe, fugindo como se o nome "Alice", sussurrado po