84. O refúgio da dor e o consolo irresistível
Enquanto o carro se afastava da mansão Calegari, levando para longe o som, o cheiro e a alma de sua família, Luigi sentiu como se seu próprio coração estivesse sendo arrancado de seu peito. O silêncio que se instalou na casa era opressor, um eco da desolação que o consumia. Ele vagueava pelos cômodos como um fantasma, cada objeto um lembrete doloroso do paraíso que ele, e somente ele, havia destruído. O quarto de Lorenzo, com seus projetos de robótica e livros de ficção científica; o de Laura,