Alade*
A luz da manhã filtrava-se pelas frestas de madeira do navio, pintando listras de dourado sobre o chão gasto da cabine. Alade despertou em silêncio. Seus pés tocaram o assoalho frio, o corpo ainda sentindo o eco da dor. Mas havia algo mais profundo… um vazio quase impossível de descrever. Ela o sentia latejar dentro de si, como uma ausência que pulsava, viva e cruel.
Olhou para o ventre por um instante, os dedos roçando por cima do lençol. Ainda era difícil acreditar. Mas precisava se mo