Heleana*
As horas pareciam se arrastar com crueldade. A escuridão do porão do navio era úmida, sufocante. O cheiro de sangue seco e sal impregnava as paredes. Heleana andava de um lado para o outro dentro da jaula, os passos ecoando sobre a madeira como marteladas no silêncio.
— Por que não voltam? — pensava.
Alade... Astar...
Tinha ouvido gritos abafados há algum tempo — som de luta, desespero, dor. Algo horrível havia acontecido. O tipo de silêncio que vinha depois de um grito como aquele era